A cituação
Quanto mais os envolvidos tentam se explicar, pior fica a situação do governador José Roberto Arruda, apontado na investigação da PF como o comandante do esquema, flagrado recebendo maços dinheiro.
Gioconda Brasil - Brasília
Na bolsa, nas meias e agora na cueca... Onde o empresário, dono de um pequeno jornal de Brasília, guarda o dinheiro que acaba de receber do então secretario de Relações Institucionais, Durval Barbosa, que denunciou o suposto esquema de pagamento de propinas.
A deputada da bolsa diz que é um recurso do partido pra campanha. "É uma imagem feita por cafajeste, porque é de parlamentar receber o auxílio partidário na campanha, ela é normal", diz a deputada Eurides Brito, líder do Governo na Câmara Legislativa - DF
O deputado das meias diz que não tinha como carregar. “Coloquei os mesmos nas minhas vestimentas em função da minha segurança, eu não uso pasta", declara o deputado Leonardo Prudente, presidente da Câmara Legislativa do DF.
Ele ainda assume que o dinheiro era ilegal, para o “caixa dois” de campanha, mas como presidente da Câmara Legislativa, diz que todos os deputados envolvidos no esquema vão ser investigados por quebra de decoro. Pelo menos dez dos 24 parlamentares distritais.
O empresário da cueca não foi encontrado para se explicar. E por falar em explicações, finalmente quem apareceu foi o governador Jose Roberto Arruda. Apontado na investigação da Polícia Federal como o comandante do esquema, flagrado recebendo maços dinheiro.
Ontem, no início da noite fez a primeira aparição pública desde que escândalo estourou. Perguntas? Os jornalistas não puderam fazer. Arruda apenas leu uma declaração sobre o dinheiro que recebeu entre 2004 e 2006.
“Foram regularmente registrados ou contabilizados, como foram todos os demais itens da campanha eleitoral”, informa José Roberto Arruda, governador do Distrito Federal.
Já para justificar os diálogos gravados em outubro deste ano, em que supostamente discute a divisão de dinheiro:
“A avaliação preliminar dos nossos advogados me alerta que os supostos "defeitos", ou "aquecimento" ou "resfriamento", do aparelho de gravação, tudo isso, nos exatos termos que consta dos autos, podem ter truncado e comprometido o teor e o sentido da conversa. Inclusive com a, “desconfiguração dos dados armazenados”, declarou José Roberto Arruda, governador do Distrito Federal.
Impossível mesmo foi ouvir o vice-governador, Paulo Octavio, também envolvido no escândalo.
Ele evitou qualquer aproximação. Mas, antes mesmo do pronunciamento de arruda, PSB, PPS e PDT decidiram abandonar o bloco de apoio ao governador.
A estratégia de Arruda agora é ganhar tempo. E para isso fez uma ameaça: avisou ao Democratas que se o partido radicalizar na punição ele vai revidar. O senador Demóstenes Torres reagiu à tentativa de intimidação: promete formalizar o pedido de expulsão sumária de Jose Roberto Arruda do DEM.
“A situação dele é da maior gravidade. Ele está tentando se defender como pode. E este foi um péssimo caminho. Não é o caminho de mandar recado, falar isso ou aquilo, atuar, que vai fazer com que as pessoas retraiam”, declara o senador Demóstenes Torres, (DEM-GO)
Durante a tarde desta terça-feira (1/12) no Senado, a bancada do Democratas se reuniu. O partido continua dividido e acuado por causa dessa ameaça feita pelo governador Arruda.
No encontro, o líder José Agripino quer saber o que cada senador do DEM pensa sobre a crise no governo do Distrito Federal.
Mais tarde, uma reunião da executiva nacional do partido se reunir pra decidir o destino de Arruda. E ainda nesta terça o PSDB também pode definir se deixa, ou não, o bloco de apoio a Arruda, entregando os cargos que tem no governo do Distrito Federal.
veja meu povo é nesse tipo de gemte que confiamos para comandar o nosso lar. Está na hora de mudar vamos escolher melhor.
ueslei
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
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